Sinopse

Através de um donativo a partir de 12 euros a uma das instituições de solidariedade social a anunciar, tem direito a um convite para assistir ao Ensaio Geral Solidário de Giselle, no dia 02 de dezembro de 2022, às 20h, no Teatro Nacional de São Carlos.

Ao contribuir para esta causa, será entregue um recibo de donativo, ao abrigo da Lei do Mecenato, para efeitos de dedução fiscal.


SOBRE O ENSAIO GERAL SOLIDÁRIO

O Ensaio Geral Solidário — EGS — é uma iniciativa inédita da CNB iniciada em 2011 por Luís Moreira, ex-bailarino da Companhia, e que tem sido realizada praticamente em todos os ensaios gerais da CNB. Em cada espetáculo, apresentado no Teatro Camões, a CNB oferece o ensaio geral a instituições de solidariedade social, proporcionando não só um momento de união entre os públicos e as causas sociais como as condições necessárias à angariação de fundos que ajudem as instituições a alcançar os seus objetivos.

A ligação da cultura à solidariedade, a mobilização da sociedade civil em torno de causas sociais e os resultados obtidos nos últimos anos dão-nos a certeza que este é um projeto que faz sentido continuar a desenvolver. Ao longo de dez anos, apoiámos mais de uma centena de instituições que têm escolhido a CNB para sua companhia nas causas solidárias em torno da dança.


SOBRE GISELLE

Giselle é uma das grandes referências do bailado do período romântico e surge na sequência do sucesso de La Sylphide e da grande influência da corrente literária do romantismo na dança.

Estreado em 1841, tem argumento de Theóphile Gautier, inspirado em Heinrich Heine, nome fundamental da literatura alemã do século XIX.

Giselle conta a história de uma jovem camponesa que se apaixona pelo seu vizinho Loys, sem suspeitar, no entanto, que este é na verdade Albrecht, Duque da Silésia. Juntos, dançam e trocam palavras de amor, secretamente vigiados por Hilarion, um caçador que ama Giselle, um amor não correspondido.

É na festa das vindimas, onde todos dançam alegremente, que Hilarion desmascara Albrecht. O desgosto ao descobrir a verdade conduz a jovem Giselle à loucura e a um final trágico.

No segundo ato, surgem as willis, espíritos de raparigas que morreram solteiras e que, na escuridão da noite, se vingam dos seus amados fazendo-os dançar até à morte. 

O Romantismo surge não só mas também enquanto resposta à Revolução Industrial, colocando as emoções no centro da produção literária da época. Numa intenção de se afastar de uma aristocracia dominante, glorifica a simplicidade e a pureza da vida. Nesta corrente literária, explora-se também o gosto pelo imaginário sobre o desconhecido, o sobrenatural surge como uma extensão do mundo sensível e a arte é povoada por seres sobrenaturais, inspirados na literatura popular.

 A versão coreográfica de Jorge Garcia, estreada em 1987, volta a subir à cena do Teatro Nacional de São Carlos no ano em que comemoramos os 45 anos da CNB. Celebramos o aniversário da Companhia ao mesmo tempo que homenageamos a memória do Mestre e coreógrafo Jorge Garcia, dançando um dos grandes legado que nos deixou.

Ficha Técnica

Georges Garcia segundo Jean Coralli, Jules Perrot e Marius Petipa Coreografia, Recriação e Encenação
Adolphe Adam Música
Ferruccio Villagrossi Cenografia
Gentilmente oferecido pela Fundação Calouste Gulbenkian Figurinos
Cristina Piedade Desenho de luz
Companhia Nacional de Bailado Produção
Orquestra Sinfónica Portuguesa Interpretação musical

Elencos

Bailarinos e Bailarinas da CNBInterpretação